O cinema do futuro!

1 Set

No seguimento da agradável troca de ideias que teve lugar na secção de comentários do último artigo sob cinema, lançou-se um provável debate sobre as possíveis inovações e as reais inovações no cinema actual. Nascendo aí, a ideia para o tema a abordar nesta semana, que será o 3D e todas as possibilidades que este vem abrir para cineastas e audiências do presente e futuro! Também apresentaremos especialmente esta semana, um segundo tema, que será uma breve resenha dos Emmy Awards (prémios para tv, nos E.U.A).


Para ser totalmente honesto, inicialmente esta ideia foi-me sugerida por um amigo, que em conversa dizia-me que eu deveria falar do 3D neste espaço. O tema veio a baila, no seguimento da frustração que ele demonstrava pelo facto da exploração indevida do 3D, sobretudo em filmes pós Avatar. Que se limitam a um uso esquemático, quase decorativo desta tecnologia, e em que a única real novidade, a par de algumas imagens pouco objectivas, com relevo no ecrã e meio sem sentido para historia do filme. São os preços dos bilhetes, que são mais caros… Hora sendo está porventura a terceira grande revolução no mundo do cinema, apôs a que se verificou através do uso do som, e da introdução da cor. Achei ser chegada á altura, de dedicarmos-lhe a nossa atenção.

Deixando de fora “do nosso filme” as perspectivas técnicas da tecnologia, importa realçar que a mesma ao contrário do que muitos possam pensar, não é uma coisa recente. Já que o uso da mesma no cinema é quase centenário, tendo sido três curtas-metragens de 1915, os primeiros filmes a fazer uso da mesma (ainda que de uma forma quase artesanal). Mas seria preciso esperar pelos anos 50, para verificar-se o verdadeiro bum da mesma, aquando da estreia do filme de aventuras Bwana Devil (1952). Cujo sucesso, viria a impulsionar os estúdios de Hollywood a investirem fortemente no 3D, até como forma de resposta ao novo concorrente (à TV), que ameaçava cada vez mais o reinado das salas de cinema. Assim, no ano seguinte viriam a produzir-se 27 filmes em 3D (de onde se destacam a Casa de cera-1953, ou o Creature from the Black Lagoon), sendo na sua maioria filmes de terror, ficção e aventuras.

Tudo isto no entanto foi sol de pouca dura, e em 1955 apenas um filme em 3D foi produzido. Os elevados custos da tecnologia, aliados aos elevados gastos envolvidos no apetrecho das salas, para o visionamento do 3D. Ditaram o abandono da mesma por parte dos estúdios, mantendo-se apenas um pequeno nicho de filmes que ocasionalmente tiraram partido da mesma. Contudo, esta ganhou um segundo fôlego nos anos 80 sobretudo em filmes de terror (O Tubarão III-3D /1983, ou a também terceira sequela de Amityville 3-D/1983), bem como pelo aparecimento nos anos 90, das salas de cinema I-Max e de salas da Disney vocacionadas para exploração do 3D. Que levariam a um uso cada vez mais sofisticado e avançado da tecnologia, bem como um crescente e cada vez maior interesse, quer do público como dos cineastas ao longo da última década. Que culminaria no “advento” Avatar em 2009.

Da minha perspectiva, poderei dizer que até ver o Avatar ao qual reconheço ter levado o 3D para outra dimensão, e superado a minha mais optimista expectativa. O único filme em 3D que havia me entusiasmado, era o Beowulf de Robert Zemeckis (2007). Mas que agora nesta fase pôs Avatar, “me parece um brincadeira de crianças”… Não conseguindo sequer categorizar filmes como Spy Kids 3, ou outros que tais que fizeram um uso rudimentar da tecnologia. Só que o mais preocupante, não são os predecessores, mas antes os filmes que se têm seguido ao Avatar. E quando vemos filmes como o Alice no País das Maravilhas (2010 de Tim Burton), a incorporar umas cenas a pressa em 3D (diga-se, sem necessidade nenhuma), ou filmes como o Confronto de Titãs que fazem uma exploração mecânica e atabalhoada do mesmo, ou ainda certas animações com cerca de 15% de 3D, ao longo de todo filme. Mas que servem para inflacionar os bilhetes de cinema da pequenada. Não podemos deixar de ficar apreensivos, quanto ao rumo que será seguido pela indústria cinematográfica, no uso do 3D.

Talvez projectos como o de Tron Legacy/Tron2, a aguardada sequela do aclamado filme de culto de 1982, nos possam indicar que afinal há quem esteja no bom caminho. Mas esperemos para ver! Até lá, apenas dizer que, é irónico constatar que uma tecnologia impulsionada para ser uma alternativa concorrente da televisão. Veja agora a televisão (com a chegada dos primeiros televisores 3D), como a sua mais que provável aliada de futuro.

Deixamos aqui o vídeo do filme Piranhas 3D, recentemente estriado nos E.U.A., e que é um bom exemplo da utilização mecânica do 3D de que falávamos (não se esqueçam de ver a segunda parte do artigo referente aos Emmy Awards, seguidamente ao vídeo).

http://www.youtube.com/v/mW5_4gZ0Jn4?fs=1&hl=pt_PT&color1=0x234900&color2=0x4e9e00

Segunda parte/Emmy Awards

No passado domingo 29 de Agosto, foram entregues os prémios referentes a televisão Americana, naquela que foi 62ª edição desta cerimónia. A equipa do Blogtastico, ciente da importância que principalmente as series tem vindo a ocupar no panorama global, deixa-vos aqui um apanhado do que mais importante aconteceu. Com votos de que as vossas series preferidas, se encontrem entre as galardoadas:

Desde logo os grandes vencedores da noite foram Mad Men e Modern Family

Mad Men-2007 (venceu o premio para melhor serie dramática sem surpresas, repetindo assim o premio do ano passado).

Modern Family-2009 (bateu o seu mais forte concorrente deste ano “Glee”, na categoria de melhor serie de comedia. Superando ainda as duas series que dominaram este premio nos últimos anos The Office e 30rock).

No capítulo das mini series há a destacar

The Pacific-2010 (venceu nesta categoria, e faz abordagem dos acontecimentos da 2ªGuerra Mundial no Pacifico. Uma espécie de companheira para “Irmãos de Armas” que explorava o mesmo tema, desta feita na Normandia e em volta do dia D)

Al Pacino venceu o premio para melhor actor numa mini serie, ou telefilme (No telefilme You Don’t Know Jack)

Prémios nas categorias de melhor actor e actriz, drama

Bryan Cranston em Breaking Bad-2008 (recebeu o premio de melhor actor em drama, batendo uma concorrência de peso. Onde se incluíam os actores principais de series como, Dexter, Lost, ou Mad Men)

Kyra Sedgwick em The Closure-2005 (ganhou finalmente, após quatro anos a ser nomeada, a quinta foi de vez! Relegando uma das principais favoritas, Julliana Margulies da serie The Good Wife)

Prémios nas categorias de melhor actor e actriz, comédia

Eddie Falco em Nurse Jackie-2009 (a outrora “Mrs. Soprano”, arrecadou este premio para um papel que a própria reconhece ter algum humor negro, mas não ser propriamente de comedia! Deixando de mãos a abanar a super favorita Lea Michelle da serie Glee)

Jim Parsons em A teoria do Big Bang-2007 (depois de no ano passado a personagem “Sheldon Cooper” lhe ter valido a nomeação, agora foi mesmo a estatueta)

Para terminara dizer que Jane Lynch salvou as honras do convento para os lados de Glee, ao ganhar o para premio de actriz secundária comédia. Top Chef-2006 venceu na categoria de “Reality competition Program”, e que os grandes derrotados acabaram por ser Glee e Lost (naquela que foi a ultima aparição de Lost). Para o ano há mais…

7 Respostas to “O cinema do futuro!”

  1. Ana Setembro 1, 2010 às 1:42 am #

    (Confesso que desconhecia que o 3d era tão antigo…)
    Inovações (quando bem aplicadas) no cinema sao bem vindas,principalmente quando torna a experiência de ir ao cinema ainda mais real…que no fundo será o que nos faz sair de casa, e não cair na tentaçao de esperarmos o filme estar disponivel em dvd …
    Concordo que o fiilme “avatar” superou tudo em termos de 3d…
    No que respeita ao tema dos ” Emmy Awards”,nao…as minhas series favoritas nao foram contempladas….mas la esta…para o ano ha mais…🙂

  2. dardevelin-blogtastico Setembro 1, 2010 às 10:57 am #

    No meu caso só mesmo quando o filme é muito bom é que vou as salas, já apanhei tanta desilusão no cinema que até doí. Agora com o 3D em massa para aumentar o preço, mais difícil será de me apanharem numa sala, sinceramente espero que esta situação mude e que comecem realmente a fazer mais Avatares.😄

    CUMPS

  3. Ana Setembro 1, 2010 às 11:21 am #

    Sim,concordo, quando um filme é muito bom,fazemos qualquer esforço,para o irmos ver ao cinema….. Mau mesmo, é quando vamos cheios de expectativas, porque até lemos boas criticas…ou porque simplesmente, o trailler nos agradou…e quando estamos a ver o filme este nao consegue corresponder….Isso sim…perda de tempo completa (e nao so…:) )

  4. daniel baptista Setembro 1, 2010 às 12:34 pm #

    Deixa la Ana, porque as minhas series também ficaram a chuchar no dedo (Dexter e Lost) :)… Concordo com o que disseram quanto as idas ao cinema. So que para os amantes do cinema é sempre complicado resistir ao apelo do grande ecrã. Muito embora por vezes sejamos traídos, pois nem mesmo os trailers ou a critica nos safam de escorregarmos numa casca de banana:)! Mas por vezes também somos surpreendidos, há que confiar nos nossos instintos…

  5. Ana Setembro 1, 2010 às 10:08 pm #

    Por acaso…. julguei mesmo que o “lost” iria conseguir qualquer coisinha….🙂
    Também estou de acordo que nao se pode confiar cegamente na critica,pois por vezes e essa mesma critica que nos leva ás ditas “escorregadelas”🙂 …confiar nos instintos, na maioria das vezes , acaba mesmo por ser o mais acertado…

  6. ALDA Setembro 4, 2010 às 2:07 pm #

    Relembrando Rui Veloso “O prometido é devido” eis que aqui tem o meu comentário.
    Relativamente ao 3D plenamente de acordo que são muito poucos os filmes em que se pode e se consegue contextualizar e fazer desta inovação uma mais valia. Até porque eu até à data ainda não consegui ser contemplada com a mais valia desta tecnologia, nem mesmo no AVATAR.

  7. daniel baptista Setembro 6, 2010 às 3:18 pm #

    Olá Alda! O meu muito obrigada, e de toda equipa do Blogtástico pelo seu comentário. Esperemos que seja o primeiro de muitos…
    Quanto ao 3D, creio só agora existir realmente a tecnologia capaz de retirar do mesmo, o seu melhor. Quer a nível das câmeras, programas informáticos, etc. Estamos pois no inicio de um percurso, em que as possibilidades são imensas. Portanto esperemos que no futuro possa ser contemplada com um 3D, a sua medida:).

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